sexta-feira, 23 de março de 2012

NOSSOS MOMENTOS NO CURSO DE PÓS... FOTOS!!!!!!!!!!!

Compartilharemos algumas fotos que tiramos com amigas do curso de pós em Educação Infantil e Suas Linguagens. Estamos aprendendo muito com cada uma delas, e esses momentos ficarão registrados como dias de muito aprendizado!!!





























quinta-feira, 22 de março de 2012

VÍDEO SOBRE ESTIMULAÇÃO PARA BEBÊS

Olá pessoal, hoje resolvemos compartilhar com vcs, este vídeo que achamos na net, no canal do babyfirstTV. Vale a pena conferir, tem ideias boas para o trabalho com bebês. 

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domingo, 18 de março de 2012

RESENHA CRÍTICA DO LIVRO EDUCAÇÃO INFANTIL E REGISTRO DE PRÁTICAS

Resenha elaborada por Shirley Nunes Ferreira pós-graduanda do curso de Educação Infantil e suas Linguagens do Instituto de Ensino Superior Funlec.

Educação Infantil e registro de práticas/ Amanda Cristina Teagno Lopes.São Paulo:Cortez, 2009 (Coleção Docência em Formação.Série educação infantil).

O livro nos mostra a importância do registro na ação docente, e como pode contribuir para os educadores no seu processo de formação contínua, ampliando e desenvolvendo seu trabalho de forma construtiva e reflexiva, aprendendo a valorizar suas experiências e práticas do dia a dia.

Para isso, a autora Amanda Teagno, doutora em Educação pela Universidade de São Paulo, dividiu sua obra em quatro capítulos, apresentando um profundo conhecimento sobre o tema “registro”, com suas considerações finais.

Teagno aborda o conceito de registro e a sua importância na ação docente, destacando alguns autores que opinaram sobre o tema, autores estes que, enfatizam a fundamental importância do registro na prática educativa.

Para a autora o registro é muito mais que uma reflexão, ele possibilita a construção da memória e história. Portanto, registrar as experiências e práticas escolares é produzir memória e contribuir para a construção de uma história. 

Por isso é importante que os professores e professoras reservem, em seus planejamentos, um espaço para registrar as reações das crianças ao que foi proposto, os pontos positivos e negativos percebidos no desenvolvimento das atividades e o que pode e deve ser modificado numa próxima vez.  (MICARELLO, 2010)

Com esses conceitos, a autora nos faz refletir sobre a nossa prática docente e o nosso verdadeiro papel de transformação na sociedade. Talvez seja a hora de observar e realizar um trabalho mais específico e organizado, tentando compreender as atitudes tanto do aluno como do professor. E a partir daí, melhorar e aperfeiçoar o seu trabalho pedagógico, através de recursos e métodos que qualifiquem o ensino e o profissional da educação.

Conforme Gomes (2004) "as práticas dos professores não se relacionam com o que eles sabem, com suas competências profissionais, mas com o que eles são, com o valor e o sentido que conferem à sua prática, com sua auto-consciência profissional".(p.9).

As autoras Barbosa e Horn falam sobre o trabalho com observação, registro e planejamento que ocorre no Brasil, reportando a ideia de que democratizando da informação, exerce-se um importante papel na distribuição do poder, e ainda faz com que circule melhor os conhecimentos entre os grupos de crianças e com cada criança, fazendo com que as famílias participem e acompanhem os trabalhos realizados pelas crianças. 

Isso nos estimula a realizar realmente um trabalho voltado ao individual de cada criança, respeitando as criações e dificuldades de cada um, suas particularidades e expondo da melhor forma possível, para que não só a escola, mas toda a comunidade escolar possa valorizar esse desenvolvimento. 

De acordo com Malaguzzi (citado em Moss, 2003):
Documentar sistematicamente os processos e os resultados dos trabalhos com as crianças serve para três funções:
• Oferecer às crianças uma memória do que disseram e fizeram que sirva como ponto de partida para os próximos passos;
• Oferecer aos educadores uma ferramenta para compreensão, pesquisa e renovações contínuas;
• Oferecer á comunidade algumas informações detalhadas sobre o que ocorre nas escolas, como um meio de tornar a escola realmente pública.
Baseado na leitura da obra, assim como afirma Teagno, concordamos que devemos refletir sobre os conceitos de um registro, sua história e seus diferentes tipos, aprendendo a utilizá-lo da melhor forma, retratando suas experiências em sala de aula, desenvolvendo e valorizando seu fazer pedagógico.

Essa afirmação se conclui com as palavras de Donatella Giovanini, sobre essa nova atitude pedagógica:
Educar uma criança (...) exige algo a mais do adulto (...) uma certa generosidade de atitude e uma disposição para devolver à criança – e aos pais – os acontecimentos os pensamentos, os sentimentos e as ideias que fazem o cotidiano e a história da creche. Exige uma capacidade de recontar, de colocar os acontecimentos e as pequenas histórias pessoais no contexto de uma história mais ampla. De modo que um momento de sua infância possa ser entregue a cada criança, além disso, a construção da documentação sobre a criança é uma maneira de lhe dar uma atenção especial e de valorizar e identificar diferenças e estilos individuais. Permite que cada professor torne a experiência de cada criança única e especial. (apud Barbosa e Horn, 2008).
Sendo assim, a obra da autora Amanda Cristina Teagno Lopes, vem acrescentar um grande conhecimento, não somente a nós professores, mas a todos os estudantes de pedagogia, pois são conhecimentos fundamentais para uma boa docência, para um professor que se preocupa com seu trabalho e com seus alunos, que busca observar e registrar a especificidade de cada um. E mais que isso, um professor que deseja contribuir de forma significativa na formação das suas crianças, para que seja uma formação inovadora, construtiva preparada para a sociedade atual. 

REFERÊNCIAS:
MICARELLO. Avaliação e transições na Educação Infantil. Anais do I Seminário Nacional: Currículo em Movimento – Perspectivas atuais. Belo Horizonte, novembro 2010.
GOMES, M.de O. As identidades de educadoras de crianças pequenas: um caminho dp “eu”ao “nós”.In:27. REUNIÃO ANUAL DA ANPED, Grupo de trabalho Educação de Crianças de 0a 6 anos, 2004. Caxambu.Anais eletrônicos...rio de Janeiro: ANPED,2004.
Malaguzzi (citado em Moss,2003 apud Barbosa e Horn)
DONATELLA, Giovanini. In Barbosa,Maria Carmem Silveira;Horn, Maria da Graça Souza.As marcas deixadas no caminho In: Projetos pedagógicos na educação infantil. Porto Alegre: Artmed 2008,p.93-101.

sábado, 17 de março de 2012

Resenha do livro Educação Infantil e Registro de Práticas


Resenha elaborada por Maria Mara Miranda Rodrigues, pós-graduanda do curso Educação Infantil e Suas Linguagens (turma A) do Instituto de Ensino Superior Funlec.


Resenha Crítica do livro: Educação infantil e registro de práticas/Amanda Cristina Teagno Lopes. São Paulo: Cortez, 2009 (Coleção docência em formação. Série Educação Infantil).

As pesquisas atuais na área da Educação têm apontado para a necessidade de profissionais que, pesquisem, estudem e, acima de tudo, que produzam conhecimento, tornando-se autores de sua prática pedagógica. Sobre esta questão podemos destacar os estudos realizados por Amanda Cristina Teagno Lopes, doutora em Educação pela Universidade de São Paulo, que publicou no ano de 2009 o livro “Educação Infantil e registro de práticas”.

Trata-se de uma obra que oferece ao leitor reflexões sobre o registro de práticas como um dos instrumentos de formação, diálogo e autoria docente. Para este fim, a autora dividiu o livro em quatro capítulos, além das considerações finais, contemplando um total de 199 páginas.

Lopes inicia a discussão fazendo uma abordagem teórica acerca do conceito de registro e sua importância, reportando-se a diferentes pesquisadores da área que tratam sobre a temática. Apesar de utilizarem conceitos próprios sobre o que vem a ser o registro, os autores pesquisados são categóricos em afirmar a importância dele para destacar a prática pedagógica como objeto de estudo, para identificar a subjetividade docente e, principalmente, como meio de divulgação e socialização de experiências, o que muito contribui no que diz respeito à formação do professor em um processo refletivo e de autoria.

A autora preocupa-se ainda, em rever os registros de práticas produzidos pelos docentes em outros tempos, uma vez que para ela, memória e registro são termos indissociáveis. Desta forma, faz um breve apanhado histórico sobre o registro no contexto da Educação Infantil.

Visando defender a importância do registro de práticas, Lopes apresentou diversos materiais produzidos por ela, durante o período em que trabalhou como professora na Educação Infantil. Entre os diferentes tipos de registros existentes (diários, semanários, planos de ensino, relatos, etc.) a autora destacou durante a pesquisa, os cadernos de registros e portfólios de projetos que escreveu durante sua atuação em sala de aula.

Em suas narrativas, Lopes defende que além de valorizar o saber do professor, os registros de práticas possibilitam pensar a criança como produtora de conhecimentos, capaz de deixar marcas, registros de seus sentimentos.

Concordamos com a autora, uma vez que percebemos a riqueza expressa nos registros produzidos pelas crianças aliados aos produzidos pelo professor, visando à construção da identidade do grupo, além de permitir momentos de avaliação do processo de aprendizagem:
Uma prática pedagógica que conceba a criança como sujeito de saberes e que se articule a partir de um currículo no qual esses saberes são considerados deve ter a criança como parceira de todas as ações, inclusive na construção dos registros de acompanhamento da prática pedagógica. (MICARELLO, 2010).
Amanda Lopes é bastante clara ao defender a escola como um local privilegiado para o diálogo e a socialização de saberes, percebendo professores e alunos como produtores e autores de sua história. Neste sentido, assim como a autora pontuou, destacamos a necessidade de o professor identificar a importância do ato de registrar, não sendo este um processo mecânico, mas provido de reflexão e análise sobre a prática pedagógica, buscando constantemente a autoria em suas produções:
Para aluno estudar, professor precisa estudar.
Para aluno ler, professor precisa ler.
Para aluno pesquisar, professor precisa pesquisar.
Para aluno elaborar, professor precisa elaborar.
Não há aluno autor sem professor auto
r. (DEMO, 2008)
Como podemos identificar na fala de Pedro Demo (2008), é fundamental que o professor estude, leia, pesquise e elabore, percebendo seu trabalho docente como objeto de estudo, reflexão e criação. Valorizar os registros docentes como instrumentos formativos é reconhecê-los como porta-vozes de saberes, como meios de diálogo, socialização de experiências e reflexão na ação, pois “o Registro é um grande instrumento para a sistematização e organização dos conhecimentos (...). através de textos, os conhecimentos ali gestados podem, por exemplo, atingir outros grupos.” (WARSCHAUER, 1993).

Neste sentido, acreditamos, assim como defende Lopes, que as escolas devem priorizar condições para que as práticas de registro e produção sejam efetivadas e que o registro deixe de ser um processo individual para tornar-se coletivo, como parte da própria cultura escolar, sendo incorporado inclusive no Projeto Político Pedagógico da instituição, pois “(...) é refletindo sobre os desafios enfrentados na prática que o profissional reconstrói a teoria e apropria-se de seu fazer, tornando-se livre para agir conscientemente” (MICARELLO, 2005, p. 148).

Finalmente, cabe destacarmos que a obra de Amanda Lopes é uma excelente aquisição não apenas para os estudantes e profissionais que buscam a formação inicial, mas também para aqueles que já estão em sala de aula, visando à formação continuada e, consequentemente, a melhoria da qualidade do ensino. Além disso, o livro sucinta novas ideias no que diz respeito à forma de registrar, servindo como base para os profissionais que estão iniciando no processo de registro de práticas pedagógicas.

REFERÊNCIAS:

DEMO, Pedro. Autoria. In: ____. Metodologia para quem quer aprender. São Paulo: Atlas, 2008.
MICARELLO, Hilda. Formação de profissionais de Educação Infantil: “sair da teoria e entrar na prática?” In: KRAMER, S. (org.). Profissionais de Educação Infantil: gestão e formação. São Paulo: Ática, 2005.
_____________. Avaliação e transições na Educação Infantil. Anais do I Seminário Nacional: Currículo em Movimento – Perspectivas atuais. Belo Horizonte, novembro 2010.
WARSCHAUER, Cecília. A roda e o registro: uma parceria entre professor, alunos e conhecimentos. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1993.

Resenha do livro Educação Infantil e registro de práticas

DÓRIS DE SOUZA QUINTELA LIMA


RESENHA CRÍTICA

Atividade a distância apresentada como exigência para o curso de Pós Graduação em educação infantil e suas linguagens, sob a orientação do CEFOR.





SEMED
Campo Grande MS
2012

Educação infantil e registro de práticas/Amanda Cristina Teagno Lopes _São Paulo:Cortez,2009._(Coleção docência em formação.Série educação infantil)



A referida obra mostra como a prática do registro pode contribuir no processo de formação contínua e em serviço de educadores, clarificando a importância da narrativa como meio de construção de memória, identidade, autoria e produção de conhecimento. Revela como os professores podem produzir saberes,considerando a experiência e reflexão da prática pedagógica como instrumentos do desenvolvimento profissional do educador.

O livro possui a sua estrutura dividida em quatro capítulos,sendo que no primeiro a autora apresenta o conceito sobre “o registro”,apresentando definições de alguns autores sobre o tema,e como o professor e aluno realizam o registro.No segundo,escreve sobre o registro e a memória,apresentando a história do registro da memória ao longo da história da Educação.Já no terceiro,trás os tipos de registros realizados na prática docente.E finalizando, no quarto capítulo,com as suas considerações finais, tecendo sua narrativa sobre os limites e as possibilidades que envolvem a prática do registro,como essa prática se transforma em um instrumento formativo, e encerrando apresenta uma análise crítica da proposta sobre o Registro e formação de professores.

No seu conteúdo a autora trás, como resultado de sua dissertação em mestrado, sua contribuição ao falar sobre educadores, educação infantil e sobre registro de práticas. Argumenta que nessa tessitura encontram-se elementos distintos e complementares, como a formação de professores, desenvolvimento profissional, memória e autoria. Atribui a publicação do seu trabalho de pesquisa como esforço em contribuir com a melhoria da qualidade do ensino e por consequência da melhoria da educação.Busca mostrar a sociedade e as políticas públicas o valor da educação,dos professores ,de suas práticas.

Lopes (2009),pauta sua hipótese no fato de que o registro docente apresenta-se como instrumento que leva o professor a reflexão e a formação de uma postura investigativa,que contribui para o processo de sua formação.Ela relata que o registro não é importante somente “para a reflexão,para o planejamento,para avaliação,mas também para a produção de memória,para a construção do conhecimento,para promoção de autoria.”

Para a autora o registro não pode ser compreendido apenas pelo seu caráter técnico, mas, e principalmente pelo seu caráter político,pois, para ela o ato de registrar “é permeado de intenções”,sendo a principal que a educação seja prioridade nas políticas públicas.

Sem dúvidas que consideramos e concordamos com a autora sobre a importância do registro da prática docente,em todas suas especificidade . Toda ação educativa é marcada pela intencionalidade. O registro marca o delineamento dessa ação educativa e permite melhor organização da práxis docente.

O registro não pode em hipótese alguma ficar guardado apenas na memória é preciso ser registrado, pois para Warschauer (1993, p. 64): “escrever compromete muito mais do que falar ou pensar. Idéias faladas ou pensadas são fugazes. Já com a escrita é diferente. Podemos mudar de idéias, mas as anteriores estão registradas”.

Quando falamos, não há uma reflexão profunda sobre as idéias, mas quando escrevemos podemos aprofundar nossa reflexão buscando meios para entender as ações ocorridas. O professor, ao registrar, torna-se o autor do processo educativo e participante da história da criança, podendo assim, compartilhar e buscar o envolvimento dos pais, professores e de outros educadores.

Enceramos nossas considerações com uma citação de Jussara Hoffman:
“O registro é sobre tudo a imagem de um trabalho ao relatarmos um processo efetivamente vivido, naturalmente encontraremos as representações que lhe dêem verdadeiro sentido” Hoffman (1996)

Recomendamos esta obra para acadêmicos de pedagogia, por ser bem elucidativa quanto ao ato do registro e todos os seus benefícios para o futuro docente.Embora o livro trate sobre o registro de práticas na educação infantil,indicamos também aos educadores que se encontram em exercício de suas funções, que trabalham com os anos iniciais do ensino fundamental.

Dados sobre a autora, Amanda Cristina Teagno Lopes Marques. Possui Doutorado em Educação (2011), Mestrado (2005) e graduação em Pedagogia (2001) pela Universidade de São Paulo (2001). Atualmente é professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP).

Realizou estágio de pesquisa na Universidade de Bolonha, Itália (2008). Foi professora de Educação Infantil na Rede Municipal de São Paulo e assessora do Departamento de Normas Técnicas e Orientação Educacional - SME Guarulhos. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação Infantil e formação de professores, atuando principalmente nos seguintes temas: educação infantil, didática, formação de professores.

Resenha elaborada por Dóris De Souza Quintela Lima, pósgraduanda do curso Educação Infantil e Suas Linguagens no Instituto de Ensino Superior Funlec.

Referências
HOFFMANN, Jussara Maria Lerch. Um olhar sensível e reflexível sobre a criança. Porto Alegre: Mediação, 1996.
WARSCHAUER, Cecília. A roda e o registro: uma parceria entre professor, alunos e conhecimentos. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1993.
Informações sobre a autora:http://lattes.cnpq.br/3271813807797335

sexta-feira, 16 de março de 2012

Resenha do livro Educação Infantil e registro de práticas

A importância do registro na ação docente.
Simone do Nascimento Louveira.

A política de valorização da Educação Infantil em nosso país é muito recente, ou seja, recentemente ela foi considerada uma etapa da educação básica, portanto constitui numa modalidade do processo educativo e que nos .últimos anos, tem obtido destaque no campo educacional, devido a sua crescente expansão. 

Ser professor de educação infantil é muito além de cuidar e educar requer deste profissional um olhar diferenciado para observar, criar e recriar procedimentos e atividades além de criar mecanismo para registrar sua ação docente.

Na busca de uma identidade, a educação infantil consolidar-se como um espaço de ampliação de experiências com intencionalidade educativa, instigando seus profissionais a desenvolverem um olhar sensível do que é ser criança. Neste sentido, torna-se oportuno analisamos como o professor efetiva sua ação docente? Como o registro é concebido nesta a ação? E para que serve?

Diante destes questionamentos, a autora Amanda Cristina Teagno Lopes, em sua dissertação de mestrado, apresenta a Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, na linha de pesquisa didática, teorias do ensino e praticas escolares, sob a orientação do professor doutor José Cerchi Fusari. Abordou em sua dissertação e publico o livro Educação Infantil e registro de praticas, pela editora Cortez no ano 2009.

Teagno, na sua dissertação ela aborda a importância do registro na ação docente e para que ele serve. Para ela, além de favorecer a reflexão, o registro possibilita a construção da memória e história, enfatizando o papel do dialogo e da experiência grupal na formação, portanto, registrar é produzir memória, memória das praticas escolares e construir história, é ser sujeito, participar ativamente da sociedade, deixar uma herança as gerações futuras.

A partir, da leitura desse livro, podemos fazer a seguinte reflexão que ao elaborar uma concepção de registro podemos então perceber que o mesmo engloba diferentes formas e linguagens, percebendo a criança como produtora de marcas e o desenho como linguagem. 

Portanto registro é muito mais do que um documento, registrar é produzir memória, deixar marca no tempo. É consideramos então importante resgatar está pratica de registro na história, porque o registro é também um instrumento de reflexão e desenvolvimento profissional. que este instrumento não seja compreendido como aprisionamento ou servir apenas para fins estatísticos, mas que ele seja um instrumento que libertar o professor, tornando-o autor de sua pratica.

Para Coutinho (2006, p.130)
(...) È importante que o professor documente o seu fazer pedagógico, pois muitas vezes não tem habito de registrar o que acontece ou vem sendo feito em sala de aula, uma vez que este é o espaço que seu trabalho poderia ser pensado e repensado, é o lugar ideal para registrar a fala das crianças, filmar atividade, arquivá-las e fazer atividades especifica para avaliar o processo de construção do conhecimento.

Portanto, para Coutinho o registro seve para serem analisados, constantemente e pode ser usado para melhorar o fazer pedagógico, contribuindo assim para o avanço da criança.

Já Veiga (2006, p19) considera o registro um processo de construção e autoria, uma vez que expressa o resultado de reflexão sobre a experiência vivida como docente.

Para Warschauer (1993) as marcas deixadas pelos registros retratam a história vivida pelo professor.

Podemos observar que para todos os autores e pesquisadores do tema ressaltam que o registro mais do que um documento, ele é um instrumento extremamente importante que tem que ser pensado e repensado porque registrar a própria pratica é atribuir valor à experiência docente é conferir-lhe significado, é acima de tudo resgatar a identidade profissional, ou seja, valorizar a ação docente.

Para Teagno (2009) registrar implica uma proposta pedagógica que considere o professor como autor de sua pratica e isso certamente não é uma tarefa fácil, mas demanda intervenção e tempo, pois é construção, processo e não técnica, receita. O registro precisa ser experimentado, vivido.

A autora nos convida a experimentar a pratica de registrar a nossa ação docente, espera-se que as reflexões feitas até agora, tenham repercussões positiva na ação docente e que contribuam para a melhoria da qualidade do ensino, mas que principalmente, os profissionais da educação, melhor dizendo, os professores sejam estimulados a escrever, a ser autor de seu fazer pedagógico, passem a deixar marcas e a retratar a sua historia vivida em sala de aula, através do registro, ou seja, que os professores após a leitura passe a ser autores de o seus fazer pedagógico, produtores de memória.


Referência
• LOPES. Amanda Cristina Teagno. Educação Infantil e registro de praticas. São Paulo: Cortez, 2009
• CRUZ. Soraya Regina de Hungria;ALCÂNTARA.Elizabeth Guedes; COUTINHO. Rejane Aparecida (org). avaliar é cuidar. Campo Grande. MS: Ed: UFMS, 2006
• VEIGA, Ilma Passos Alencastro (Org.) Lições de didática. Campinas: Papirus, 2006.
• WARSCHAUER, Cecília. A roda e o registro: uma parceria entre professor, alunos e conhecimento. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1993.

terça-feira, 6 de março de 2012

DICAS DE LEITURA

Olá Pessoal!

É muito bom compartilhar as coisas boas da vida. E uma dessas coisas é a leitura de um bom livro. Por isso, tenho aqui a indicação de alguns valiosos exemplares que falam sobre o trabalho com linguagem artística na Educação Infantil. Vale a pena conferir:

- Kohl, MaryAnn F. Iniciação à arte para crianças pequenas. Porto Alegre: Artmed, 2005
- Kohl, MaryAnn F. Fazendo Arte com qualquer coisa. Porto Alegre: Penso, 2012
- Kohl, MaryAnn F. O livro dos Arteiros: arte grande e suja! Porto Alegre: Artmed, 2002

Agora para quem quer aprofundar os estudos sobre a Cultura Visual, têm uma obra que recomendo:

- Martins, Raimundo e Tourinho,Irene. Cultura Visual e Infância: quando as imagens invadem a escola. Santa Maria: Ed. da UFSM, 2010

Em breve postarei novas dicas de leitura! bjs


Flores
Scraps e Mensagens para Orkut!

domingo, 4 de março de 2012

UM DOMINGO MARAVILHOSO!

Olá amigos! Desejamos um excelente domingo para todos! Estamos fazendo a leitura de um excelente livro, e em breve estaremos postando a resenha pra vcs!
bjs!

A IMPORTÂNCIA DO DESENHO NA EDUCAÇÃO INFANTIL


Galera, resolvemos compartilhar com vocês este vídeo postado pela Revista Nova Escola, que trata sobre a importância do desenho para as crianças da Educação Infantil.
Vale a pena conferir!
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DESIGN DO BLOG

Bom dia pessoal!

Sempre encontrei pela net blogs lindos, com design maravilhosos, mas nunca pensei que fosse tão complicado fazê-los (pelo menos foi pra mim, marinheira de primeira viagem rsrsrs).

Para colocar os gifs animados, fiquei horas tentando, e só consegui colocar os gifs que continham códigos html, que encontrei no site magia gifs. O relógio achei depois de pesquisa no google, e estou agora tentando mudar o cursor, uma verdadeira luta rsrsrsr.

Mas o esforço é para garantir que vocês, nossos visitantes, encontrem aqui um espaço de acolhida, agradável de navegar. Quero, de imediato, agradecer a todos os internautas que postam na net suas contribuições, ensinando passo-a-passo os caminhos para aperfeiçoar os blogs. OBRIGADA PESSOAL!
Bjs!
Fofas


sábado, 3 de março de 2012

DICAS DE RESENHA

RESENHA

 
Você sabia que existe um trabalho acadêmico que age como um importante meio de estímulo à leitura, bem como uma forma de desenvolver a capacidade de síntese e crítica, pois é, trata-se da resenha. 

Mas você deve estar se perguntando: o que é resenha? 

Pois bem, trata-se da apresentação do conteúdo de uma obra, acompanhada de uma avaliação crítica. De modo geral, quando ainda não tivemos acesso a uma obra, ao ler a apreciação de um leitor criterioso, podemos ter idéia do que contém e nos interessarmos ou desinteressarmos sobre o assunto.

A resenha pode ser bibliográfica ou crítica. Todavia, ambas devem seguir a estrutura de um resumo, não deve ser muito extensa. Estas são algumas das exigências para se elaborar uma resenha:

a) Conhecimento completo da obra;
b) Capacidade de juízo crítico;
c) Independência de juízo;
d) Fidelidade ao pensamento do autor;
e) Descrição bibliográfica;


A RESENHA CRÍTICA É O RESUMO E O COMENTÁRIO MAIS OU MENOS EXAUSTIVO DE UM LIVRO OU OUTRO CONTEÚDO.

 A seguir apresentamos os passos abaixo pra serem seguidos na elaboração:

a) Referência: é de suma importância, pois a referência indica o objeto da resenha e segue a seguinte ordem - autor; título da obra; elementos de imprensa (edição, local da edição, editora, data, número de páginas).

b) Conhecimento (resumo do conteúdo da obra): de que se trata? O que diz?

c) Compreensão ou entendimento: qual a característica principal do texto? Exposto o conteúdo, pode-se torná-lo mais acessível, expressando as principais idéias com termos próprios e ao alcance do leitor;

d) Análise: de quantas partes se compõe o texto ou conteúdo? Consiste em decompor o assunto em suas partes com o objetivo de melhor apreender e determinar os temas essenciais;

e) Síntese: quais são as idéias essenciais e a ordem em que foram colocadas? Consiste em descobrir o sentido da obra, determinando a tese defendida pelo autor;

f) Apreciação: as idéias do autor são expostas de forma superficial ou profunda? A conclusão do autor está fundamentada solidamente? Ele usa argumentos fracos? Qual a sua opinião pessoal sobre a leitura realizada (fundamente sua opinião com palavras do próprio texto)? Ou ainda, em face dos conhecimentos adquiridos ou da mensagem recebida, que pensar ou como agir? Que novas idéias a obra sugere. A quem é dirigida a obra? A obra é endereçada a que disciplina/curso?

Observe outras dicas na hora de estruturar sua resenha:
1- Identifique a obra: coloque os dados bibliográficos essenciais do livro, artigo ou capítulo do livro que você vai resenhar;

2 - Apresente a obra: situe o leitor descrevendo em poucas linhas todo o conteúdo do texto a ser resenhado;

3 - Descreva a estrutura: fale sobre a divisão em capítulos, em seções, sobre o foco narrativo ou até, de forma sutil, o número de páginas do texto completo;

4 - Descreva o conteúdo: Aqui sim você deve resumir claramente o texto resenhado;

5 - Analise de forma crítica: Nessa parte, e apenas nessa parte, você vai dar sua opinião. Argumente baseando-se em teorias de outros autores, fazendo comparações ou até mesmo utilizando-se de explicações que foram dadas em aula. Dê asas ao seu senso crítico;

6 - Recomende a obra: Você já leu, já resumiu e já deu sua opinião; agora é hora de analisar para quem o texto realmente é útil (se for útil para alguém). Não esqueça que a resenha deve apresentar a síntese dos principais tópicos da obra bem como sua opinião.

Lembrete:
A resenha é um texto contínuo, não tem subtítulos. Podemos fazer breves citações.



REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
PEREIRA, Jacira Helena do Valle. Trabalhos acadêmicos. Seminário temático e atividades programadas. Educação brasileira I e II / Jacira Helena do Valle Pereira, Maria Alice Alves da Motta, Nilce Aparecida da Silva Freitas Fedatto. — Campo Grande, MS : Ed. UFMS, 2009.